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Violência nas grandes cidades faz seguro de carro subir até 40%

Na grande Vitória – ES, os valores estão mais altos desde a paralisação da PM, quando os furtos e roubos aumentaram.

Quem for renovar o seguro do carro vai perceber que o valor está mais salgado neste ano. O aumento do número de roubos e furtos de veículos no Estado desde a paralisação da Polícia Militar fez o valor subir até 40%. De um bairro para outro, a variação pode chegar a 59,6%. Dependendo do veículo a diferença pode chegar a mais de R$ 3 mil.

O presidente do Sindicato dos Corretores e Empresas Corretoras de Seguro do Espírito Santo (Sincor-ES), José Rômulo da Silva, explica que o preço do seguro está relacionado aos riscos oferecidos e acrescenta que o número de carros roubados aumentou consideravelmente em todos os pontos. Os bairros de classe média, por exemplo, chamam a atenção de bandidos pela variedade de veículos.

“Em Jardim da Penha o número subiu demais. A pessoa encontra diversos modelos de carro”, diz.

Gerente de uma empresa de seguros, Rodrigo Rolim Rocon, também acredita que o que impactou diretamente o valor desde fevereiro deste ano foi o aumento de roubos e furtos após a greve da Polícia Militar. Ele explica que houve reajuste de 20% a 40%.

“Ainda não tivemos retrações nas frequências de furto e roubos no Estado, especificamente na Região Metropolitana. Já as cidades do interior tem um valor mais baixo na tarifação do seguro, pois a frequências de colisão e roubo é menor”, afirma.

O médico Carlos Alberto Dantas Daniel, de 54 anos, percebeu que houve reajuste de 20% no seguro de quatro veículos que possui em casa quando precisou fazer a renovação entre os meses de fevereiro e março. Ele passou a pagar aproximadamente R$ 9,5 mil de seguro por ano.

“É preciso ter seguro para diminuir a preocupação. Sempre saio de uma garagem e já entro em outra. Nos últimos meses é perceptível o número de roubos, conheço três pessoas que tiveram os carros roubados neste período, isso não ocorria com tanta frequência como agora”, diz.

Variação

As seguradoras utilizam o CEP (Código de Endereçamento Postal) do proprietário do veículo como uma das referências para o cálculo do preço. Na estimativa feita pelo corretor de seguros Álvaro Luís Scardua, que está há 34 anos no mercado, a variação de preço, de uma pessoa com o mesmo perfil, de um bairro para outro pode chegar a 59,6%.

O contrato de um carro 0 km de R$ 101 mil, de 2017, para um morador da Ilha do Frade, em Vitória, custa R$ 5.357,00. O mesmo automóvel, em Serra-Sede, na Serra, terá de pagar uma tarifa de R$ 8.552,76.

“A Serra é o município com maior número de roubos de carros. Mas há uma série de fatores que determinam o valor do seguro, como perfil, sexo e profissão, por exemplo”, comenta.

Saiba mais

Variação

Roubo e colisão

O principal fator está atrelado às frequências de colisão e roubo no CEP informado.

Utilização

A frequência como o carro é usado, ou seja, para lazer ou trabalho, pode influenciar no valor. Quanto mais utilizar o carro, mais riscos de acidente.

Sexo

Outro fator é o sexo (mulheres contam com mais descontos por serem consideradas mais cuidadosas)

Equipamento

Equipamentos, como rastreadores, podem interferir no preço em até 20%.

Solteiro

Uma pessoa com até 25 anos tem mais probabilidade de acidente, isso deixa o seguro mais caro.

Tipo de automóvel

O valor também pode variar por modelo. Outro fator é se ele for mais visado por bandidos.

Local

O lugar em que o carro vai ficar, ou seja, garagem ou rua, interfere no valor.

Estado civil

A pessoa solteira tende a ter uma vida social mais agitada pode aumentar o valor do seguro.

Ter filhos

Pessoas que levam crianças no carro são consideradas mais cautelosas. Pensam duas vezes antes de avançar um sinal.

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Laranjeiras, Campo Grande e Jardim Camburi lideram ranking de crimes

O número de furtos e roubos de veículos cresceu 125,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Em 2017 foram 2.684 veículos furtados e roubados na Região Metropolitana, contra 1189 em 2016. Laranjeiras, na Serra, lidera o ranking.

De acordo com dados do Comando de Policiamento Ostensivo da Região Metropolitana, na Serra foram 920 veículos, somente no bairro Laranjeiras foram 98. Em seguida vem Vila Velha com 593 veículos e Vitória, que soma 502 furtos e roubos.

Segundo a presidente da Associação de Moradores de Laranjeiras, Deborah Alves, os problemas aumentaram após a crise da Polícia Militar, principalmente nas ruas adjacentes à Avenida Central.

“Temos o maior polo de comércio do município e mais de 30 mil pessoas que passam pelo local todos os dias, isso gera uma grande movimentação. No entanto, nunca lideramos as estatísticas como agora”, disse.

O maior aumento percentual foi em Viana. Os roubos e furtos aumentaram 287,5%, passado de 16 em 2016 para 62 neste ano.

Bairros Nobres

Na mira dos bandidos também estão os bairros nobres. Em Vitória, por exemplo, os roubos e furtos ocorrem principalmente na Praia do Canto, em Jardim Camburi e Jardim da Penha.

Jardim Camburi é o bairro que lidera o ranking em Vitória, com 70 veículos roubados e furtados. Para o líder comunitário de Jardim Camburi Enock Sampaio, o bairro chama a atenção por ser o maior da cidade e por ter uma grande variedade de carros. Ele informou que o número desde março tem caído com a chegada 12ª Companhia Independente.

“Muitas pessoas mudaram os hábitos e investiram em segurança. Novas câmeras foram instaladas em prédios. Alguns evitam de sair de casa mais tarde e até mudam a rota todos os dias. Nós temos um grupo de Whatsapp, isso também nos ajuda na comunicação”, diz.

A Polícia Militar informou, em nota, que por meio de ações de saturação, bloqueios, blitzes e cercos táticos já foram recuperados 1.603 veículos até o último dia 8. No entanto, sobre a relação do número de veículos roubados com o preço de seguros, a PM disse que não iria comentar o assunto.

Orientação para não pagar caro

Na hora de comprar um carro, zero ou usado, é preciso pedir orientação. O modelo e acessórios podem fazer o seguro variar bastante.

O gerente de seguradora, Rodrigo Rolim Rocon, afirma que um carro do mesmo valor pode ter variação no seguro, devido a diversas características.

“É importante sempre ter um corretor na hora da compra para orientar. As peças de determinado carro, por exemplo, podem influenciar no valor do produto. É o corretor quem briga pelo cliente e viabiliza os melhores preços”.

Ele pontua que alguns equipamentos colocados no veículo também ajudam a reduzir o preço, como rastreadores que podem diminuir em 20% o valor do seguro. “Se o carro for roubado, é mais fácil de recuperar”, diz.

Ranking de janeiro a março

Serra

920 veículos

Número de veículos roubados e furtados, 174,6% a mais que no último ano.

Parque Residencial Laranjeiras

Total de 98 veículos, sendo 52 roubados e 46 furtados.

Jardim Limoeiro

Total de 52 veículos, sendo 39 roubados e 13 furtados

Vitória

502 veículos

Número de veículos furtados e roubados, 277,4% a mais que no último ano.

Vila Velha

593 veículos

Número de veículos roubados e furtados, sendo 63,8% a mais que no último ano.

Praia de Itaparica

33 veículos, sendo 22 roubados e 11 furtados.

Coqueiral de Itaparica

Total de 32 veículos, sendo 21 roubados e 11 furtados

Itapuã

Total de 32 veículos, sendo 21 roubados e 11 furtados.

Vitória

Jardim Camburi

Total de 70 veículos. Sendo 37 veículos furtados e 33 roubados.

Jardim da Penha

Total de 48 veículos, sendo 34 veículos roubados e 14 furtados.

Praia do Canto

Total de 43 veículos, sendo 27 roubados e 16 furtados.

Jucutuquara

Total de 33 veículos, sendo 22 roubados e 11 furtados.

Cariacica

492 veículos

É o número de carros roubados e furtados, sendo 71,4% a mais que no ano passado.

Campo Grande

Total de 85 veículos, sendo 49 roubados e 36 furtados

Jardim América

Total de 27 veículos, sendo 17 roubados e 10 furtados.

Guarapari

115 veículos

É o número de carros roubados e furtados, sendo 105,3% a mais que no ano passado

Viana

62 veículos

É o número de carros roubados e furtados, sendo 287,5% a mais que no ano passado.

 

FONTE: Gazeta Online – 26/05/2017.


 

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