Pablo Marçal deixa o quadro de investidores da Loovi
Após obter licença definitiva da Susep, insurtech Loovi Seguros foca em maturidade institucional, governança e neutralidade para dobrar faturamento em 2026

O presidente e fundador da Loovi Seguros, Quézide Cunha, anunciou nesta terça-feira (14), por meio de uma nota oficial publicada em seu perfil nas redes sociais, a recompra da participação societária detida pela empresa de Pablo Marçal, encerrando o ciclo do empresário como investidor da companhia.
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O grupo controlador da Loovi Seguros anunciou uma reestruturação estratégica profunda em seu quadro societário. A insurtech, como são chamadas as startups do ramo segurador, iniciou o processo de recompra da participação societária que pertencia à holding vinculada ao empresário, investidor e político Pablo Marçal.
A movimentação ocorre logo após a companhia obter a licença definitiva S3 junto à Superintendência de Seguros Privados (Susep), e mira uma futura oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) na bolsa de valores e o acesso ao mercado de capitais.
Fundada em 2019 e presente em mais de 4 mil municípios do país, a estratégia da Loovi mira um mercado bilionário com alto potencial de expansão. Atualmente, a frota brasileira é de 65,4 milhões de automóveis, dos quais 73% ainda não possuem cobertura de seguro.
Segundo dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), o setor de seguros de veículos projeta uma arrecadação de R$ 808 bilhões em 2026, com alta de 5,7%, enquanto o segmento específico de seguro automóvel deve avançar 7,1% no mesmo período.
Diante do cenário aquecido, a Loovi projeta mais do que dobrar o seu faturamento ainda em 2026, ultrapassando a marca dos R$ 150 milhões. A longo prazo, a meta da insurtech é manter o ritmo constante de crescimento para se posicionar entre as maiores seguradoras de automóveis do Brasil nos próximos dez anos.
Na postagem, o executivo fala que a operação foi negociada e estruturada ao longo dos últimos meses e integra o planejamento estratégico de longo prazo da Loovi. “A instituição é maior do que qualquer acionista, membro da diretoria ou executivo. Nesse contexto chegamos à conclusão que seria o momento da sua saída, resultando em uma justa negociação para ambas as partes”, afirmou Cunha.
Foco em governança e compliance
A saída de Pablo Marçal foi desenhada e estruturada ao longo dos últimos meses, como parte do planejamento estratégico da Loovi. A operação que selou o acordo societário contou com a assessoria dos escritórios Chenut Advogados e Panucci, Severo e Nebias Advogados.
O presidente da seguradora, Quézide Cunha, explicou que a saída de Marçal se deu após uma “justa negociação para ambas as partes” e a empresa segue agora para uma fase de maior maturidade institucional, mais neutra e independente, com foco em governança e compliance, para a abertura de capital no futuro.
"Como acionista majoritário e fundador, reconheço que Marçal cumpriu um ciclo relevante como investidor da Loovi, contudo não há cadeira cativa para ninguém. A instituição é maior do que qualquer acionista, membro da diretoria ou executivo”, declarou Quézide Cunha.
Do outro lado da mesa, Pablo Marçal validou o encerramento do seu ciclo na empresa. O empresário reforçou que a operação atendeu às suas expectativas de negócios.
"Sou um investidor serial e minha tese de investimento consiste em três pilares: bons fundadores, escala e liquidez com excelente upside (potencial de valorização) no equity (participação societária) para futura saída. A oferta de recompra da Loovi cumpriu tudo isso, inclusive meu objetivo de saída. Agora sigo focado no meu propósito que é contribuir para o Brasil", afirmou Marçal.
A Loovi informou ainda que a recompra ocorre após a LTI S.A., seguradora do grupo, obter a licença S3 definitiva da Superintendência de Seguros Privados (Susep).
Na mesma publicação, Quézide Cunha agradeceu a participação de Pablo Marçal na trajetória da companhia. “Há tempo para todas as coisas. Hoje o Grupo Loovi comunica a saída do investidor Pablo Marçal. Foi um tempo de trocas e crescimento”, escreveu.
A empresa não informou o percentual da participação societária que era detida pela empresa de Marçal nem o valor da operação, mas em 2023, Marçal investiu R$ 45 milhões na Loovi, focada no seguro para veículos.
Acompanha a postagem completa na íntegra:

NOTA OFICIAL:
"Há tempo para todas as coisas. Hoje o Grupo Loovi comunica a saída do investidor Pablo Marçal. Foi um tempo de trocas e crescimento. A Loovi vive um grande momento, com a seguradora do grupo aprovada pela Susep com a licença S3 definitiva e planejando, em um futuro breve, o IPO Agradecemos a todos que estiveram nessa jornada e ao time que segue focado para o sonho maior”.
Fontes: Revista Apólice / UOL Economia / O Tempo







